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dc.contributor.authorIndjai, Fatinha-
dc.date.accessioned2026-07-03T14:55:12Z-
dc.date.available2026-07-03T14:55:12Z-
dc.date.issued2025-11-13-
dc.identifier.citationINDJAI, F. (2025)pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8042-
dc.descriptionINDJAI, Fatinha. Tabu linguístico no guineense: algumas análises. 2025. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO presente trabalho aborda aspectos linguísticos e sociais relacionados ao uso dos tabus linguísticos no guineense, buscando responder à questão central: quais palavras são consideradas tabu no guineense? Na sociedade guineense, os mais velhos ensinam que certas palavras não devem ser pronunciadas, pois o uso de termos tabus pode trazer maldição ou consequências negativas. Esses tabus são transmitidos de geração em geração, refletindo valores culturais, religiosos e morais da comunidade. O objetivo geral do estudo é analisar as palavras tabus no guineense. Como objetivos específicos, pretende-se: (i) identificar os nomes tabus relacionados aos órgãos sexuais, doenças, morte, entre outros; (ii) compreender a concepção de tabu no contexto guineense; (iii) perceber a importância do uso desses tabus e (iv) discutir sua origem e função social. A pesquisa se justifica pelos poucos estudos sobre o tema, apenas o trabalho de Correia, Bandeira e Freitas (2020) aborda o assunto e busca contribuir para o aprofundamento do conhecimento linguístico e cultural sobre esse tema no guineense. O estudo é de caráter bibliográfico, tendo como principal referência o dicionário de Scantamburlo (2002). Os dados mostram que há diversos tabus linguísticos relacionados aos órgãos sexuais. Para designar vagina, utilizam-se as palavras femiandadi, pampana, karina, kuno e mindjerndadi. Apesar de serem sinônimos, não possuem os mesmos usos: karika e kuno são considerados xingamentos e, portanto, são tabus. A palavra kuno deriva do português cona, mantendo o mesmo valor tabu. Já femiandadi e mindjerndadi são formações derivadas das bases femia (“fêmea, mulher”) e mindjer (“mulher”), com o sufixo -ndadi, funcionando como eufemismos. Para o pênis, há os termos karadju, kodjon, pipixo e matchundadi. As formas karadju e kodjon vem de caralho e culhão do português, também possuem carga negativa e são evitados entre os mais velhos. Já matchundadi resulta da junção de matchu (“macho, homem”) + -ndadi. Além disso, o termo natureza “natureza” pode designar tanto a vagina quanto o pênis, sendo igualmente um eufemismo. Assim, o estudo evidencia que os tabus linguísticos no guineense refletem valores culturais e sociais profundamente enraizados na tradição oral.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectTabu linguísticopt_BR
dc.subjectLíngua guineense - Morfologiapt_BR
dc.titleTabu linguístico no guineense: algumas análisespt_BR
dc.typeArticlept_BR
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