Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8064| Título: | O papel anticolonial da música na transição política angolana (1947-1975) |
| Autor(es): | Calembela, Fadário Manuel Leonardo |
| Palavras-chave: | Angola - História - Movimentos de autonomia e independência Grupos musicais Música e Estado |
| Data do documento: | 3-Dez-2025 |
| Citação: | CALEMBELA, F. M. L. (2025) |
| Resumo: | O texto discute o papel crucial da música angolana na resistência cultural e política durante o período colonial e anticolonial, especialmente entre 1947 e 1975. Embora a luta pela independência de Angola tenha sido conduzida por movimentos políticos como MPLA, FNLA e UNITA, a música desempenhou um papel igualmente decisivo ao fortalecer a identidade nacional e servir como meio de comunicação e protesto. Durante a colonização portuguesa, surgiram grupos musicais que buscavam recuperar elementos culturais angolanos e denunciar a opressão. Entre eles, o N’gola Ritmos, criado no final dos anos 1940, destacou-se ao valorizar instrumentos tradicionais, ritmos locais e línguas nacionais como o kimbundu e o umbundu. O uso dessas línguas funcionava como símbolo de resistência e como código para transmitir mensagens políticas que os colonizadores não compreendiam. O carnaval angolano, desde as décadas de 1930 a 1960, também foi importante espaço de contestação, influenciando ritmos como o semba. Grupos como Os Kiezos e artistas como David Zé, Urbano de Castro e Artur Nunes continuaram essa tradição, expressando em suas canções críticas sociais, nacionalismo e esperanças de liberdade. Suas obras misturavam elementos culturais tradicionais e influências estrangeiras, reforçando a angolanidade e denunciando a exploração, a violência e a desigualdade impostas pelo regime colonial. A pesquisa, baseada em fontes bibliográficas, documentos e análise de letras, conclui que a música foi fundamental na construção da consciência coletiva, na preservação da cultura e na mobilização popular. Entre ritmos, metáforas e códigos linguísticos, os artistas angolanos transformaram a música em ferramenta de luta e afirmação identitária, contribuindo significativamente para o processo que culminou na independência em 1975. |
| Descrição: | CALEMBELA, Fadário Manuel Leonardo. O papel anticolonial da música na transição política angolana (1947-1975). 2025. 18 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Humanidades) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2025. |
| URI: | https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8064 |
| Aparece nas coleções: | Artigos - Bacharelado em Humanidades (São Francisco do Conde) |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 2025_arti_fadariocalembela.pdf | 2025_arti_fadariocalembela.pdf | 608,92 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.