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Título : A Formação Linguística do Docente do Ensino Médio para Atuação com Estudantes com TEA
Autor : Martins, Regina Lucia Coelho
Palabras clave : Linguística sistêmico-funcional.
Linguagem e línguas - Uso.
Formação docente.
Transtorno do espectro autista
Fecha de publicación : 15-jun-2026
Citación : MARTINS, R. L. C. (2026)
Resumen : Esta pesquisa tem como objeto de estudo o uso da linguagem pelo professor de Língua Portuguesa no Ensino Médio, partindo da compreensão de que a linguagem se constitui como uma prática social que organiza e dá sentido às interações pedagógicas, com foco na atuação junto a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo deste estudo é analisar o uso da linguagem pelo professor como prática social na interação pedagógica com estudantes com TEA, de acordo com a perspectiva da Linguística Sistêmico-Funcional (Halliday, 1978), compreendendo a língua como instrumento de interação social e construção de significados. Problematiza-se em que medida a formação linguística dos docentes subsidia o uso da linguagem como prática social, na mediação pedagógica, com estudantes com TEA, considerando as especificidades comunicativas e pragmáticas desse público. Nesse sentido, o estudo articula quatro eixos teóricos fundamentais: Linguística Funcional (Halliday, 1978; Neves, 2006), Educação Inclusiva (Mantoan, 2003; Ainscow, 2009), Transtorno do Espectro Autista (Orrú, 2017) e Formação Docente (Tardif, 2014; Gatti, 2012), estabelecendo diálogo com as políticas educacionais brasileiras, especialmente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI). Trata-se de uma pesquisa de abordagem mista (qualitativa e quantitativa), de natureza descritivo-analítica, realizada com professores de Língua Portuguesa que atuam no Ensino Médio em escolas públicas urbanas: três escolas do Maciço de Baturité-CE e três escolas da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A investigação focaliza a formação inicial e continuada desses docentes, bem como suas percepções, práticas e dificuldades. Os resultados inicialmente caracterizam o perfil dos participantes, revelando que a maioria possui formação restrita a matrizes tradicionais e relata severa insegurança na mediação da neurodiversidade por escassez de capacitação específica. Em seguida, emergem três categorias temáticas da interface entre a fundamentação sistêmicofuncional e a realidade da inclusão: Concepções de Linguagem e o Papel do Docente Mediador; Percepções Docentes sobre as Práticas de Linguagem no Contexto do TEA; e Estratégias de Mediação e Modulações de Registro. Os achados principais evidenciam lacunas significativas na formação linguística dos professores, sobretudo na operacionalização de práticas comunicativas inclusivas. Embora os docentes reconheçam a importância da inclusão, observam-se dificuldades na adaptação da linguagem às necessidades dos alunos com TEA, sobretudo no que diz respeito à explicitação de comandos, à organização discursiva, à redução de ambiguidades e à mediação de interações. Conclui-se reforçando a necessidade de uma formação docente que integre os fundamentos teóricos da Linguística Funcional às demandas da educação inclusiva, possibilitando ao professor o uso intencional, estratégico e sensível das variáveis de registro.
Descripción : Martins, Regina Lucia Coelho. A formação linguística do docente do ensino médio para atuação com estudantes com TEA. 2026. 108 f. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (MEL). Instituto de Linguagens e Literaturas - ILL, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Redenção, 2026.
URI : https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8100
Aparece en las colecciones: Dissertação - Mestrado Acadêmico em Estudos da Linguagem

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