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https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8253| Título: | “A afrodescendência também se fala”: rastros das línguas angolanas de origem africana no português da Bahia: análise das narrativas de identidade negra |
| Autor(es): | Santos, Rebeca Crislange César |
| Palavras-chave: | Lexicologia Língua portuguesa – Africanismos Negros – Identidade racial Falantes da língua de herança – Bahia |
| Data do documento: | 6-Jul-2026 |
| Citação: | SANTOS, R. C. C. (2026) |
| Resumo: | O presente trabalho investiga a presença de rastros das línguas angolanas no português falado na Bahia, analisando de que forma esses elementos linguísticos se relacionam com as narrativas de identidade negra e com a preservação da memória afrodescendente. Parte-se da compreensão de que a língua constitui um espaço de memória, pertencimento e resistência cultural, sendo também um importante instrumento de transmissão de heranças históricas e culturais. A pesquisa busca responder em que medida a presença de elementos linguísticos angolanos no português da Bahia revela formas de afrodescendência historicamente invisibilizadas pelas narrativas tradicionais sobre identidade negra. O objetivo geral consiste em analisar como os vestígios das línguas angolanas presentes no português da Bahia constituem expressões da afrodescendência e da memória da diáspora africana. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e exploratória, complementada pela análise de 30 trabalhos acadêmicos disponíveis em repositórios de universidades brasileiras, sendo 10 teses, 10 dissertações e 10 monografias. O estudo fundamenta-se nos pressupostos da Sociolinguística, da Lexicologia, do contato linguístico e dos estudos afro-brasileiros. A análise dos dados evidencia que o léxico de origem angolana permanece vivo na variedade baiana do português, especialmente em campos semânticos relacionados à culinária, à musicalidade, à religiosidade, à afetividade e à oralidade popular. Além disso, os participantes demonstram diferentes níveis de reconhecimento dessas heranças linguísticas, revelando que tais vocábulos funcionam como marcadores identitários e formas de resistência cultural. Conclui-se que a influência das línguas angolanas ultrapassa o campo lexical, constituindo parte fundamental da formação histórica, cultural e sociolinguística do português brasileiro e da construção da identidade afrodescendente na Bahia. |
| Descrição: | SANTOS, Rebeca Crislange César. “A afrodescendência também se fala”: rastros das línguas angolanas de origem africana no português da Bahia: análise das narrativas de identidade negra. 2026. 37 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2026. |
| URI: | https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8253 |
| Aparece nas coleções: | Artigos - Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa (São Francisco do Conde) |
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