| dc.description.abstract |
Este trabalho tem como objetivo apontar a importância social da língua kriol guineense, buscando compreender a ligação entre a pluralidade linguística de Guiné-Bissau e sua representatividade cultural-identitária que encerra múltiplas comunidades linguísticas apontando para uma certa unidade a partir do kriol. O primeiro capítulo traz breves considerações histórico-sociais, como o reino de Kaabú e o Império Mali e a formação da sociedade guineense, passando pelo período colonial e a presença portuguesa. O segundo capítulo discute o termo crioulo e seu significado, apresentando também os crioulos de base lexical portuguesa e a suposta hipótese da origem de kriol, compreendendo-o como uma língua e não dialeto. No último capítulo apresenta-se, também, um panorama histórico da situação linguística do país, enfatizando o kriol como unidade identitária do país e sua força como expressão a partir de manifestações culturais orais, como narrativas, ditus, divinhas, dentre outras. Destaca-se, desse conjunto, dois agrupamentos que utilizaram-se da música como instrumento de difusão da língua kriol: Cobiana Djazz que, por meio de poemas musicados como canções revolucionárias, privilegiou o período da luta armada e o pós-período colonial com uma forte tendência crítica ao governo local e sua má gerência; e Super Mama Djombo, que privilegia a exaltação do então país soberano liberto do colonialismo, não esquecendo do teor crítico ao governo que não privilegia seu povo, ratificando a dimensão da língua kriol em várias vertentes culturais, o que contribui para sua difusão no território nacional. Por fim, conclui-se que entre a diversidade linguística existente no país, o kriol consegue atingir todas as comunidades linguísticas tornando-as uma unidade linguística e, sobretudo, sendo fator da identidade cultural. |
pt_BR |