Resumen:
Este trabalho tem por objetivo analisar a interferência do crioulo no português
de falantes guineenses, especialmente os estudantes guineenses no Brasil. Nesta análise
de interferência, observamos as peculiaridades linguísticas presentes no território
guineense. Ao longo da abordagem, baseamo-nos em autores como Couto e Embaló
(2010) que nos falam da estimativa dos falantes das línguas existentes na Guiné-Bissau.
Ainda através deles podemos constatar que o próprio Amílcar Cabral já tinha defendido o
português como a língua oficial e o crioulo como a língua nacional na Guiné-Bissau.
Buscamos em Augel (2007) os primeiros registros dos portugueses no território
guineense. E em Cá (2000) a despreocupação do regime colonial na organização da
sociedade tradicional guineense. Para entendermos o fenômeno da transferência
linguística como fator de aprendizagem, temos Sousa (2002). Para estabelecer diálogo
com os teóricos citados, realizamos entrevistas orais e escritas em português com os
estudantes guineenses recém-chegados à UNILAB, Redenção-Ceará. As entrevistas nos
permitiram constatar a forte interferência do crioulo tanto na fala quanto na escrita dos
nossos informantes. As principais interferências se referem à concordância nominal,
conjugação verbal e uso de advérbios e expressões recorrentes no crioulo guineense e
que são diferentes na língua portuguesa. Esta pesquisa, portanto, busca expor e explicar
a interferência entre as duas línguas em questão no contexto guineense.
Descripción:
SILVA, Ciro Lopes da. Multilinguismo na Guiné-Bissau: a interferência do crioulo na língua portuguesa falada e escrita por guineenses. 2018. 22 f. Artigo(Graduação) - Curso de Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa, Instituto de Humanidades e Letras - IHL, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção, 2018.