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Neste artigo, discuto sobre o Unaké, conjunto de rituais de transição da mulher Bijagó, da Guiné-Bissau, como uma das formas de emancipação feminina e de preservação dos costumes da sua sociedade, analisando a influência exercida por essas mulheres, incluindo o seu papel nas tomadas de decisão. Por meio de uma abordagem endógena, de caráter autoetnográfico, discuto a importância e os desdobramentos dos rituais femininos deste povo e como, por meio deles, as mulheres bijagós se percebem como agentes sociais. O desafio que se coloca é compreender as relações de gênero na formação e na organização social bijagó a partir do Unaké, levando-se em consideração os aspectos históricos, sociais e culturais nela implicados. São visibilizados modos de ser e viver de um povo considerado tradicional, historicamente representado de modo estereotipado, inclusive no processo de produção do saber científico. |
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