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A temática sobre a extração dos recursos envolvendo a China nos países africanos e os consequentes impactos socioambientais em voga na África tem sido o motivo da inquietação de pesquisadores preocupados em desvelar tanto as questões geoestratégicas da China no que concerne ao “redesenho” mundial, como também o de intentar questionar a política de solidariedade e política de horizontalidade existente entre os parceiros do sul global, em especial os países africanos, a exemplo da Guiné-Bissau, demarcado como o cenário deste estudo. O objetivo deste artigo é mostrar como é que a relação da China com a Guiné-Bissau nos últimos anos tem ganhado novos significados, se deslocando das relações ideológicas de multilateralidade e horizontalidade e começando a se debruçar no plano de extração abusiva e ilegal de madeiras. Para tanto, usou-se procedimentos metodológicos qualitativos de caráter exploratório, fundamentalmente em revisão teórica bibliográfica, análise de discurso e documental, com fontes primárias confrontados com análises epistemológicas no processo de confecção da pesquisa e, consequentemente, na busca pela explicação do objeto. Entretanto, chegou a conclusão de que, a instabilidade política causada pelo golpe militar de 12 de abril de 2012 arrastou a Guiné-Bissau para um colapso econômico terrível, que culminou no fracasso do Estado de direito, foi uma das principais causas da exploração abusiva e ilegal de madeira entre os anos 2012 e 2014 na Guiné-Bissau. Entretanto, existem outros fatores internos e externos influenciaram este processo. Por outro lado, o estudo indica que existem indícios que mostram que a extração abusiva e o comércio ilegal de madeira é resultado da relação assimétrica entre a China e a Guiné-Bissau, tendo em conta as concessões de licenças oficiais de corte de madeira para um número considerável de empresários chineses. |
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