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Existem, em todas as sociedades humanas, alguns segmentos sociais que resguardam certos privilégios e possuem maiores facilidades em termos de mobilidade social, devido ao seu capital social, político, econômico, religioso, cultural e/ou educacional. O exercício analítico em torno da representação e construção da realidade social constitui uma preocupação dos homens ao longo da história, e nessas construções e representações sociais, o termo elite é, e continuará a ser, uma das que, desde as suas primeiras elaborações, vem tendo reformulações, devido a sua natureza controversa entre os académicos, pelas múltiplas formas de abordagem dos estudiosos ao tema. Este artigo propõe analisar o processo de formação e recriação da elite política na Guiné-Bissau. Buscou-se compreender os mecanismos pelos quais se cria e recria esta elite; as suas estratégias de distinção e manutenção da sua posição social. Utilizou-se uma abordagem qualitativa, de análise da produção bibliográfica existente sobre o tema, com o objetivo de criar uma análise que estabeleça um “estado da arte” sobre a questão. Os resultados evidenciam que no contexto guineense, a elite política emergiu em contextos distintos e foi influenciada pelas práticas culturais endógenas africanas, arabo-muçulmanas e europeia-cristãs. |
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