Resumen:
Este trabalho se ampara em dados de pesquisa antropológico interdisciplinar desenvolvida no
Programa de Especialização em Gênero, Diversidade e Direitos Humanos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), e tem por objetivo analisar as intolerâncias raciais e de gênero sofrida por Marielle Franco após seu assassinato em 2018. A pesquisa monitorou Portais de comunicação Jornalística, selecionando reportagens entre os anos de 2018 a 2021, que foram usadas como fontes para a realização desta pesquisa. A partir disso, buscamos centralizar nossa análise com base em categorias apresentadas por Richadson (1999), nas categorias direitos humanos, de minorias raciais e sexuais que Marielle defendia. O crime em questão, associado a um cenário de crise política no Brasil com a eleição de Jair Messias Bolsonaro à presidência da república, polariza um campo de disputa de poder político. Os discursos de ódio direcionados a Marielle Franco atingem suas pautas e lutas em defesa dos direitos humanos. Afirmações que surgiram após sua morte como “defensora de bandidos”, associam a vereadora ao mundo do crime. Associar a vereadora ao crime, atinge a política pública de direitos das
populações menos favorecidas. O ódio promovido e espalhado sobre Marielle Franco indica racismo,
homofobia e intolerância. O ódio as mulheres negras, à liberdade sexual, aos princípios dos direitos
humanos são apresentadas nas reportagens dos Jornais analisados. Marielle Franco foi vítima da violência física, contudo vem sofrendo ao longo desses quase quatro anos.
Descripción:
NASCIMENTO,Amadeu Cardoso do. A juíza, o deputado e o pastor - o discurso de ódio aos direitos humanos e a Marielle Franco. 2022. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gênero, Diversidade e Direitos Humanos) - Instituto de Educação a Distância, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-CE, 2022.