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O presente trabalho de pesquisa realiza-se em uma indagação sobre Planejamento Linguístico na Guiné-Bissau: considerações sobre a organização da grafia da língua guineense. Em um cenário sociolinguístico plural, em que línguas e culturas africanas compartilham o espaço com a língua guineense –língua considerada franca no país – e com a língua portuguesa (LP) como única língua oficial e de poder, na Guiné-Bissau, as políticas linguísticas implementadas nesse território envolvem um processo de apagamento no contexto sociolinguístico e cultural no país, isto é a comunidade linguística nacional ficou sob o domínio da língua de colonização. Nesse aspecto, sabe-se que o guineense para além de ser a primeira língua da maioria da população, ele possui o seu alfabeto e a sua própria grafia. Dessa feita, o objetivo geral deste trabalho centra-se em identificar tipos de grafias nas esferas que geram comunicação na língua guineense. Ademais, objetivos específicos estão em pauta a conhecer a história e o surgimento da grafia guineense (questões lexicais e origem das palavras) e analisar as possíveis formas de escritas que existem nessa língua. A partir desse contexto, constata-se que foi utilizada a metodologia dedutiva, pois partimos de alguns conceitos teóricos e, em seguida, foram estudados os dados. É ainda necessário asseverar que partimos da hipótese de que no trabalho verificou-se a predominância da política linguística portuguesa, assim gerou pouco interesse por parte do Estado (governo) na uniformização das grafias do guineense e na elaboração dos planejamentos para adoção dessa língua no sistema do ensino. |
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