Resumo:
Objetivo: avaliar os parâmetros bioquímicos de camundongos sedentários
submetidos à suplementação oral de creatina na ração associada ou não à
maltodextrina (MALTO). Metodologia: Os animais (n=8) foram divididos nos grupos:
controle negativo (CN), creatina 13% (GRUPO 1), creatina 13% + MALTO 12% (Grupo
2), creatina 2% (Grupo 3), creatina 2% + MALTO 12% (Grupo 4), creatina 13% +
creatina 2% (Grupo 5) e creatina 13% + creatina 2% + MALTO 12% (Grupo 6). O grupo
CN recebeu ração padrão e água potável. Os grupos 1, 3 e 5 foram submetidos à
ração modificada contendo creatina nas concentrações de 13% e/ou 2%, enquanto
que no grupos 2, 4 e 6 receberam também teve acréscimo de MALTO 12%. Os grupos
1, 2, 3 e 4 receberam a creatina nas concentrações descritas e/ou MALTO, na ração,
por 28 dias. Grupos 5 e 6 receberam a ração de creatina na concentração 13% por 7
dias (fase de sobrecarga) e, em seguida, receberam ração com creatina 2% (fase de
manutenção) por 28 dias, sendo que no grupo 6 também foi oferecido MALTO 12%.
Após o período de suplementação, foi realizada a coleta de sangue para que fossem
analisados os parâmetros bioquímicos: glicose, amilase, colesterol total, colesterol
HDL, triglicerídeos, AST, ALT, ureia e creatinina. Os resultados das determinações
bioquímicas foram tabulados e plotados nos programas Graphpad Prism 5.0 e
Microsoft Office Excel 2013® para análise estatística e geração de gráficos. Os valores
obtidos foram expressos em média ± erro padrão da média (E.P.M.).Os protocolos
descritos foram submetidos e aprovados pela Comissão de Ética em Pesquisa Animal
da Universidade Federal do Ceará n°134/2017.Resultados: A suplementação oral
com ração modificada acrescida de creatina e/ou maltodextrina, por 28 dias, não
promoveu alterações significantes nos níveis de glicose, colesterol total, HDL, AST,
amilase e ureia plasmáticas. Entretanto, os valores de triglicerídeos, ALT e creatinina
foram alterados. Em relação ao peso do órgãos rins e fígado, retirados após 28 dias
de tratamento com ração padrão ou ração modificada, observou-se que nenhum dos
grupos estudados apresentaram aumento no peso do fígado e rins, de forma
significativa, quando comparado ao grupo controle negativo. Dessa forma, pode-se
dizer que a ingestão de creatina associada ou não à maltodextrina não promove
alterações macroscópicas e de peso nos órgãos citados nos períodos e
concentrações estudados. Conclusão: a creatina associada ou não à maltodextrina
deve ser utilizada com cautela e acompanhamento profissional, visto que pode proporcionar alterações metabólicas importantes.
Descrição:
SILVA, Ingrid Maria Marques da. Estudo do perfil bioquímico de camundongos sedentários em suplementação de creatina associada ou não à maltodextrina. 2017. 13 f. TCC (Graduação) - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Acarape, 2017.