Resumen:
O uso de medicamentos na gestação sem prescrição médica é fator de exposição a riscos teratogênicos. O objetivo desse estudo foi investigar a prática da automedicação por gestantes e relacionar aos potenciais efeitos à mãe e seu concepto. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa, desenvolvido no município de Acarape – CE, em 4 unidades básicas de saúde (UBS) da zona urbana. As gestantes que compareceram a UBS, foram convidadas a responder ao instrumento proposto. Foram excluídas do estudo menores de 18 anos, ou que apresentassem condições que inviabilizem a investigação. Os dados foram apresentados em tabelas e analisados seguindo estatística descritiva. Foi adotada a classificação de risco da Food and Drug Administration (FDA), para avaliação dos potenciais riscos. Participaram da análise 41 gestantes. A automedicação foi referida por 48,7% (n=19) das gestantes, destas, 89,4% (n=17) relataram medicamentos pertencentes a classe terapêutica de analgésico/antipirético, 21% (n=4) a classe de antiemético, e as classes: antibiótico, anti-inflamatório e antiespasmódico, 5,2% (n=1) em cada. 25% dos medicamentos usados pertencem a categoria D da classificação de risco. A automedicação foi reportada com frequência elevada pelas gestantes, resultado que demonstrou a necessidade no aperfeiçoamento das ações de orientação em saúde quanto a automedicação na gestação desempenhadas pelos profissionais da área.
Descripción:
LIMA, Vanessa Kelly da Silva. Automedicação na gestação e seus potenciais efeitos para saúde do binômio mãe-filho. 2018. 15 f. TCC (Graduação) - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Acarape, 2018.