Abstract:
Este trabalho tem por objetivo geral apresentar e discutir aspectos da representação
da floresta amazônica, na obra “A Selva” do escritor português Ferreira de Castro
(1930), assim como objetivos específicos refletir sobre o modo de vida dos
trabalhadores nos seringais da Amazônia, analisando o espaço (ambiente) que
oferece todas as condições necessárias para a sobrevivência e ao mesmo tempo,
escraviza-os em suas próprias condições de trabalho; e analisar os diversos
problemas oriundos da exploração no seringal amazônico. Destarte, a referida obra,
que é, também, considerada, no meio crítico literário, como a melhor produção
ficcional do autor, apresenta, na floresta, um subespaço seu, qual seja, um seringal
(Paraíso), já decadente, para onde se dirigem trabalhadores que buscam melhores
condições de vida, mas que, ao contrário do que esperam, são violentamente
explorados, quase vivendo como trabalhadores escravizados, além de contraírem
doenças tropicais, tais como febre amarela e malária. Nesse lugar, vigora a chamada
“lei do mais forte”, em que o ser humano desperta seus instintos mais bestiais, que se
sobrepõe a quaisquer normas de comportamento social (e moral) aceita e só os mais
fortes sobrevivem. Para a análise da obra, será utilizado o referencial teórico
constituído de alguns estudiosos que tratam o assunto em questão, dentre eles, Souza
(1978), Brasil (1961) e Prado (1989).
Description:
MAIA, Fábel Franklin de Souza. A Floresta Amazônica e seus subespaços no romance "A Selva" de Ferreira de Castro. 2019. 29 f. Projeto de pesquisa (Graduação) - Curso de Bacharelado em Humanidades. Instituto de Humanidades (IH), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Acarape-CE, 2019.