Abstract:
Objetivo: Identificar na literatura, de que forma as medidas restritivas devido a pandemia
influenciaram na prática da violência obstétrica. Método: O estudo trata-se de uma revisão
integrativa, a busca eletrônica foi feita nas bases de dados Lilacs, Scielo, Scopus e Cinahl usando
os descritores: pandemia, coronavírus, parto, Violência Obstétrica, COVID-19, direitos sexuais e
reprodutivos, atenção à saúde. Os critérios de inclusão estabelecidos foram artigos publicados em
português, inglês e espanhol, artigos que descrevessem com exatidão o tema sobre violência
obstétrica no período de pandemia e artigos publicados nas bases de dados nos últimos 2 anos.
Foram excluídos teses, dissertações, editoriais e relatos de casos. Resultados: O total de estudos
utilizados para compor a amostra final dos resultados foi composto por oito pesquisas. É
indiscutível que a violência obstétrica já existia antes da pandemia, porém com as medidas
restritivas implementadas ficou mais evidente a sua existência, e essas medidas refletiram
diretamente no gestar, parto e pós-parto. As repercussões foram a limitação da presença do
acompanhante na sala de parto, mudanças no plano de parto, aumento das cesáreas e eletivas e
partos instrumentais ou acelerados, restrição de conhecer o hospital antes do parto, suspensão da
hora de ouro e clampeamento tardio do cordão umbilical, solidão e saúde mental materna, e
desigualdades sociais, fazendo com que as mulheres se sentissem solitárias e frágeis favorecendo
assim a prática da violência obstétrica. Conclusão: As medidas restritivas trouxeram uma grande
repercussão na vida de mulheres gestantes, parturiente e puérperas podendo interferir em práticas
de violência obstétrica, sendo assim é importante o incentivo para a capacitação dos profissionais
de saúde, campanhas que abordem o tema para as populações mais vulneráveis e criação de leis
mais severas.
Description:
BRITO, Dilma S. C. de Figueiredo. Medidas restritivas na pandemia covid-19: influência na prática da violência doméstica.
Artigo - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde,
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.