Resumo:
Objetivo: Analisar se a percepção da doença e a adesão ao tratamento diferem em pessoas
com hipertensão arterial com e sem associação ao diabetes mellitus. Método: Estudo
analítico e transversal, com coleta de dados abrangendo todas as regiões do Brasil.
Resultou em uma amostra de 236 participantes, que responderam a um questionário
online de percepção de doenças (Brief IPQ) e de adesão ao tratamento anti-hipertensivo
(QATHAS). A análise estatística foi feita por meio dos testes t para amostras
independentes, U de Mann-Whitney, ANOVA, Kruskal-Wallis e coeficiente de
correlação de Spearman. Resultados: Encontrou-se melhor a adesão ao tratamento
daqueles que não bebiam (p=0,031), eram ativos no lazer (p=0,000) e estavam em uso de
polifarmácia (p=0,000). A percepção da doença foi pior entre os que fumavam (p=0,031)
e eram sedentários (p=0,000). A percepção da doença foi a mesma independente de se ter
o diagnóstico de hipertensão ou de hipertensão associada ao diabetes. A adesão foi melhor
entre aqueles com comorbidades (p=0,002). Conclusão: A adesão foi melhor entre
aqueles com diagnóstico das duas doenças. A percepção negativa da doença esteve
correlacionada com baixa adesão ao tratamento anti-hipertensivo.
Descrição:
SANCHO, Aida Teixeira. Percepção da doença e adesão ao tratamento em pessoas com hipertensão associada ou não ao
diabetes.
Artigo - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde,
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2023.