| dc.description.abstract |
Durante séculos, culturas africanas foram negadas em detrimento a dominação epistêmica do Ocidente.
O gênero, enquanto uma construção social, está assentada em diferentes significados que cada sociedade
o atribui. E, a sociologia, enquanto disciplina, adota uma visão mais ampla para explicar/entender os
fenômenos sociais e, sobretudo, as formas como as pessoas agem, criam significados e interpretam a
realidade no meio em que estão inseridas. Essa perspectiva permite-nos compreender que os fenômenos
que, muitas vezes, encaramos como naturais ao ponto de tornarem inevitavéis são, em muitos casos,
apenas construções influenciadas por processos históricos e culturais. Entretanto, as práticas culturais
que permeiam o quotidiano das mulheres do Ocidente por conta do gênero, são também vivenciadas
pelas mulheres africanas, mas em outras formas. Então, toda vez que vai ser discutido a problemática
de gênero na perspectiva mais ampla, deve-se fazer, primeiramente, uma ruptura epistêmica para não
correr o risco de universalizar as lutas de todas as mulheres do mundo. Nesse sentido, a questão central
do texto é discutir e trazer a reflexão do gênero na perspectiva não Ocidentalizada, tendo como amparo
teórico as teorias do mulherismo africana. Busca-se trazer outra narrativa de pensar o lugar das mulheres
africanas e afrodiaspórico a partir de uma política epistemológica do lugar. |
pt_BR |