Resumo:
A pesquisa consistiu em identificar as perdas pós-colheita das cultivares de tomate Longa Vida e
Cajá, comercializadas na Ceasa, buscando identificar os principais gargalos de sua comercialização. As ações foram avaliadas em duas etapas: Entrevistas direcionadas a 50 permissionários que comercializam
diariamente o tomate; Avaliação das principais perdas do tomate em bancadas e/ou boxes. Os frutos antes
da comercialização, foram submetidos às análises de amostragem contendo 899,4 kg na amostra “Qualidade
Inicial”, para determinar os danos ou fontes potenciais de perdas e 191,8 kg na amostra “Descarte”, para
determinar a perda real do produto. Em seguida, foi calculado o valor (kg) dos frutos em diferentes estádios
de maturação (verdes, maduros, muito maduros), com injúrias do tipo mecânica, fisiológica, doenças,
pragas e ausência. Identificou-se que a cv. Longa Vida é a mais comercializada na Ceasa (70%). O tipo
predominante de transporte é em caminhões abertos (80%) e o armazenamento é em bancadas e/ou boxes
(86%). Para a comercialização do tomate, são utilizadas embalagens plásticas (98%), sendo o manuseio
incorreto o principal fator que dificulta a sua comercialização (32%). Na amostragem 'Qualidade Inicial',
as cultivares apresentaram-se maduras (47 kg) para comercialização. Quanto às injúrias mais frequentes
tem-se a mecânica (12 kg) e fisiológica (7 kg). Do total da amostragem “descarte”, cerca de 8 kg dos frutos
estavam maduros e apresentaram predominância de injúria mecânica (48 kg) e pragas (2,9 kg). Conclui-se
que, as perdas pós-colheita podem ser reduzidas com a implementação e uso de câmaras refrigeradas.
Descrição:
TEIXEIRA, Isla Simplicio. Identificação de perdas pós-colheita em cultivares de tomates comercializados na Ceasa, Ceará. Artigo (Graduação) - Curso de Agronomia, Instituto de Desenvolvimento Rural, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.