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O trabalho busca identificar e analisar as práticas do racismo no cotidiano escolar e familiar,
refletindo sobre as mesmas a partir das minhas vivências autobiográficas, e contribuindo para a
criação e desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas para a valorização da identidade
negra, com base em aprendizados no meu processo de formação docente, fortalecendo, assim, a
valorização e reconhecimento do ser negro/a em sociedade. O presente trabalho pretende intervir
nos processos de ensino/aprendizado na escola, considerando as narrativas autobiográficas como
fontes propulsoras de mudanças nas relações entre discentes e docentes, pautadas nas
diversidades e pluralismo cultural no âmbito escolar. A partir de autobiografias podemos
proporcionar reflexões capazes de induzir mudanças a favor de todas/os aquelas/es que busquem
meios na escola para garantir seu desenvolvimento intelectual, sem que sua classe social ou cor
de pele possam ser fatores que alterem seus resultados. A metodologia utilizada foi de produção e
análise reflexiva da minha narrativa autobiográfica, com recurso a relatos sobre minha
experiência de vida, em diálogo com o referencial teórico proposto nos estudos de Fabio Rios,
Mariana Jantsch Souza, Paulo Freire, Franco Ferrarotti, Inês Ferreira de Souza Bragança, Nilma
Lino Gomes. Como resultado, foi percebido a importância de narrar a própria história de vida, de
aprender com as experiências formadoras e os processos formativos nelas contidas, pois permite
repensarmos e recriarmos novos conceitos e métodos pedagógicos que agreguem na valorização
da identidade do/a profissional docente. Também foi importante tornar do conhecimento de
todos, que a ancestralidade negra está presente nas representações culturais e, é fundamental para
entendermos nosso papel social, desmistificando os estereótipos que atribuem aos nossos
antepassados. Destaco a importância da rememoração de vivências como possíveis possibilidades
na promoção de práticas pedagógicas antirracistas e na busca de combater o racismo escolar,
entendendo a urgência desse combate, pois, o racismo tira a humanidade de crianças negras. |
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