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O presente trabalho é resultado da investigação quanto à necessidade de equipar a língua guineense com uma descrição fonética, morfológica, morfossintática, sintática e semântica, a partir da abordagem funcionalista que considera a perspectiva pragmática, de modo a podermos construir políticas linguísticas que venham a tornar a língua guineense oficial e objeto de estudo nas escolas. Dadas as dimensões de equipar uma língua, este trabalho propõe-se a ser um contributo cujo objetivo é descrever preliminarmente alguns aspectos
fonéticos-fonológicos e sintáticos do guineense. Em termos teórico-metodológicos, nos
fundamentamos no funcionalismo linguístico e partimos da noção da glotopolítica para
discutir as questões voltadas às Políticas linguísticas e às necessidades de equipamento
linguístico para a língua guineense, assim, segue-se um caminho de planejamento de corpus e
status. Constituiu-se um corpus com textos virtuais, textos físicos e transcrições de filmes e
vídeos. As ocorrências foram selecionadas para as análises descritivas e explicativas do
sistema fonético- fonológico e das estruturas verbais e as suas funcionalidades no guineense,
valendo-se da descrição fonética-fonologia para exemplificar o comportamento de
fones/fonemas da língua guineense conforme os parâmetros ponto e modo de articulação e
papéis das cordas vocais, das vogais e sílabas no guineense para se chegar à proposta de
grafemas para a unificação da escrita, assim como, em relação à sintaxe, focamos atenção no
sintagma verbal, com base na descrição de Givón (2001) e Castilho (2019). Dada a defesa que
fazemos do quanto se faz necessária uma política linguística de oficialização da língua
guineense, antecede o capítulo de descrição, considerações acerca de equipamento linguístico
e política linguística. Percebe-se que, dentre várias propostas de escrita no guineense, o
Estado não adotou um modelo padrão da escrita e cada um escreve da forma que bem
entender. Desta feita, a presente investigação faz um trabalho unificador dos diversos
grafemas no guineense, partindo, assim, das noções de fonética e fonologia. Por outro lado, o
presente estudo irá beneficiar uma parte da gramática sintagmática para uma possível
sistematização da gramática do guineense. |
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