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Joaquim dos Santos Rodrigues, mais conhecido como Seu Lunga, é reconhecido no nordeste brasileiro
pelo seu discurso rude e, por isso, tornou-se personagem de vários gêneros discursivos, entre eles a
piada. Com base nos estudos da pragmática, buscamos compreender como se ativam os sentidos
implícitos em piadas, a partir do ethos grosseiro atribuído ao personagem Seu Lunga. Para isso,
realizamos uma pesquisa bibliográfica e documental com base no Princípio de Cooperação, nas
Máximas Conversacionais e implicaturas postuladas por Paul Grice (1982). Tomando como referência
os estudos de Vágula e Santos (2013) e de Santos (2009), realizamos uma análise exploratória e
descritiva de quatro piadas, que tem Seu Lunga como protagonista. Dessa maneira, observamos que,
no processo de interação e cooperação, a violação da máxima quantidade presente nos enunciados de
Seu Lunga não aparece independente, e geralmente atua com recursos estilísticos, como a polissemia,
a ironia e o sarcasmo. Diante disso, concluímos que a violação da máxima, ora compreendida como
“problema” na interação, funciona no gênero piada como um recurso linguístico-cognitivo e potencial
de humor. |
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