Resumo:
O presente trabalho visa revisitar os lugares ocupados por mulheres camponesas. E para
tanto, é preciso de um aparato geral e contextualização sobre a comunidade, como as
relações sociais referentes ao cotidiano da “mulher trabalhadeira”, e os desdobramentos
que as mesmas foram ensinadas a seguir durante toda a sua vida. É a partir desse lugar de
mulher dona do lar, cuidadora da casa, marido e filhos, que esse lugar de não
reconhecimento que reflete não apenas dentro do cotidiano feminino, mas também
impacta o meio e as relações sociais dessas mulheres dentro da própria comunidade.
Dando continuidade a esta discussão, cabe aqui também termos e análises gerais sobre
desigualdade de gênero no campo e do papel social que esta mulher exerce no campo e
fora dele: seja dentro de casa (com tarefas socialmente apreendidas como “femininas”),
nas atividades agrícolas de sobrevivência (e resistência), na sua contribuição no sindicato
e no que cerne o centro da comunidade. Trata-se de uma pesquisa Qualitativa e com base
nas Escrevivências, o trabalho tem o intuito de demonstrar a desigualdade de gênero
através da dinâmica do cotidiano. A pesquisa mostrou que, em tese, o trabalho na
atividade agrícola familiar é majoritariamente representado por homens, portanto o
problema é como a sociedade patriarcal não reconhece o lugar autônomo da mulher, já
que, elas têm muitas frentes de trabalho (ou seja, são adquiridas a elas muita demanda).
Descrição:
SILVA, Nágila Maria de Oliveira dos. Desigualdades de gênero e a contribuição das mulheres para a comunidade Mangazão 3, Capistrano – CE. 2021, 48f. Monografia - Curso de Bacharelado em Humanidades, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-CE, 2021.