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A educação do sistema prisional é, além de um direito do aprisionado, uma ação de
políticas públicas que oportuniza mudanças de vida, pois retira muitos dos detentos em
situações de risco e os traz de volta à sociedade com uma nova chance para alcançar novos
objetivos e novas perspectivas de vida. Esta pesquisa teve por objetivo compreender, a
partir da autobiografia, o impacto da educação no processo de ressocialização do sujeito
preso. Para fundamentar este artigo, optei pelos estudos de Onofre e Julião (2013),
Goffman (1963), da Silveira (2018), Neto (2014), Aquino (2019), entre outros, que
discutem sobre os desafios do processo de ressocialização do prezo e como a educação
que pode contribuir para a transformação social. Neste texto, através da minha história,
pretendo debater sobre os preconceitos e estigmas sofridos por pessoas que saíram ou
ainda estão inseridas no sistema carcerário, mostrando o descaso do sistema em relação à
ressocialização dos detentos, e, por isso, optei por realizar um estudo autobiográfico com
foco na minha trajetória educacional dentro do sistema penitenciário e fora dele, e por
esse motivo nos resultados deste trabalho, reflito sobre como as experiências da minha
infância, juventude e idade adulta vividas nas periferias do interior cearense contribuíram
para a constituição de minha identidade, e sobre como a educação no sistema prisional se
tornou um divisor de águas na minha trajetória. Com este artigo, pretendo contribuir para
que a sociedade veja que a educação alcança as pessoas em qualquer parte deste mundo,
incluindo o sistema penitenciário desacreditado. |
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