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Este artigo tem por objetivo analisar, à luz da Sociolinguística Variacionista, os fatores linguísticos e extralinguísticos que condicionam a realização variável do objeto direto anafórico de 3ª pessoa - ODA em gêneros textuais jornalísticos cearenses, como notícias e artigos de opinião, extraídos do Diário do Nordeste, O Povo e O Estado. Foram consideradas as quatro formas clássicas de retomada do objeto direto anafórico: (i) clítico acusativo; (ii) pronome lexical; (iii) sintagma nominal; (iv) objeto nulo. A amostra, coletada pelo
pesquisador, é composta de 60 textos, 30 artigos e 30 notícias, nos quais foram encontradas 78 ocorrências de ODA, sendo 44 de clítico acusativo, 25 de sintagma nominal e 9 de objeto nulo, que foram submetidos a tratamento estatístico no programa Goldvarb X. A variante pronome lexical não foi encontrada, o que atribuímos à natureza do corpus. Os resultados revelaram que há uma certa preferência nesses textos pelo uso do clítico acusativo, recaindo sobre esta variante a influência do fator linguístico gênero semântico [+gs] do referente, e do fator extralinguístico nível de formalidade. A variante sintagma nominal foi bastante
expressiva, mas não a ponto de se sobrepor à hegemonia do clítico, enquanto que o objeto nulo flutua, estando isento de estigmas, pois se manifestou em ambos os gêneros textuais. |
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