Abstract:
O presente artigo visa abordar a trajetória de migração dos intelectuais guineenses que deixaram o país
em diferentes épocas à procura de formação universitária e obtenção do diploma de nível superior, sendo uma
forma de superação do status social. O primeiro intercâmbio que os discentes dos Países Africanos de Língua
Oficial Portuguesa (PALOP) realizaram com países como URSS, África de Sul, Portugal e Brasil foi na década de
1950. Desde esse período, tem havido fuga de cérebros ou de intelectuais africanos até a atualidade. Entre as razões
que fizeram com que muitos intelectuais africanos não retornassem para seus países de origens, encontra-se a
questão dos conflitos internos que causaram medo, mau gerenciamento da economia, desemprego, instabilidade
sócio-política, levando à permanência desses intelectuais em países estrangeiros. Atualmente, estes intelectuais
são professores universitários participando das transformações socioeconômicas entre Brasil e Guiné-Bissau no
âmbito de uma cooperação bilateral.
Description:
CÓ, Barnabé Augusto. Análises do percurso migratório e da permanência dos intelectuais africanos: o caso dos intelectuais da Guiné-Bissau no Brasil. 2019, 31f. TCC - Curso de Sociologia, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2019.