Resumen:
Assim como muitos países africanos tiveram experiências dolorosas com os regimes coloniais
hediondos, a região do Sahel foi uma das zonas predominantemente ocupada e explorada pelos
colonialistas franceses por muitos anos como se não bastasse, na contemporaneidade
enxergamos diversas características metamorfoses do pensamento colonial exteriorizado dentro
das estruturas políticas dos países do G5 Sahel. Neste artigo, preocupamos em identificar as
diferentes formas que o imperialismo francês manifesta em diversos setores dentro da
conjuntura política de uma parcela dos Estados que compõem o cinturão divisor do continente
(Grupo dos 5 “G5 Sahel”). Para a efetividade deste trabalho, compreende-se que é de extrema
importância empreender uma abordagem limiar da conjuntura geopolítica e dos conflitos da
região, pois exige um olhar crítico das situações antecedentes para compreender o
desdobramento do cenário da política doméstica destes países (Mali, Níger, Burkina Faso,
Mauritânia e Chade). A arquitetura deste trabalho consiste na metodologia qualitativa sob
abordagem hipotético-dedutivo, utilizando da técnica bibliográfica para a coleta de dados, na
qual foram analisados majoritariamente os dados secundários que debruçam de forma
interdisciplinar sobre a temática do colonialismo, o neocolonialismo, a moeda Franco CFA
como recurso neocolonial, e por último e, por último o neointervencionismo como parte
constituinte dos instrumentos neocoloniais, que representam na totalidade o imperialismo
francês dentro do G5 Sahel. Com a hipótese de que, o projeto colonial tem mudado de formato
em diferentes tempos e espaços, se nos anos após as independências manifestava de forma
exígua no espaço físico, na contemporaneidade manifesta sutilmente em formato ideológico,
político, econômico e militar sob perspectiva multilateral através dos organismos
internacionais. A relação da França com certas elites das ex-colônias, e em específico os países
do G5 Sahel têm sido permeados pelas características martirizadoras. Desde as independências
destes países, a radicalidade e a revolução não foram pontos cruciais, no sentido do engajamento
amplo, para se livrar das estratégias do colonizador, de modo que este e as suas ideologias
continuam criando um transtorno entre a classe/elite política, a sociedade e a classe castrense,
desencadeando conflitos que poderiam ser apaziguados civicamente. As intervenções das forças
francesas desencadeadas nas últimas três décadas não foram exclusivamente ajudas
humanitárias como foi veiculado, pelo contrário revelam o desejo obscuro das segundas
intenções.
Descripción:
LOPES JÓ, Sofonias. A Exteriorização do Imperialismo Francês nos Estados da G5 Sahel. 2024, 26f. TCC - Curso de Sociologia, Instituto de Humanidades,
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-
Brasileira, Redenção-Ceará, 2024.