Resumo:
Entre os anos de 1948 e 1951, Noémia de Sousa publica em periódicos, como o Brado Africano e
Itinerário, os poemas que viriam a ser reunidos em Sangue Negro, em 2001, pela Associação dos
Escritores Moçambicanos (AEMO). No calor das agitações intelectuais e políticas efervescidas na Casa
dos Estudantes do Império, a poética de Noémia de Sousa projeta uma voz coletiva contra o
colonialismo em África. A partir desse aspecto de sua poesia, analiso como o eu-lírico da autora alcança
um “nós” coletivo e representativo para a luta anticolonial moçambicana e africana. Consoante a isso,
considero fundamental a reflexão sobre o movimento político-literário (SECCO, 2016) da poética de
Noémia, o qual reverbera nos ideais dos movimentos de libertação pela independência no continente
africano. Para tanto, serão o corpo do estudo os poemas Nossa Voz, Nossa irmã a lua; Súplica; Abri a
porta, companheiros; Passe; e, Justificação; que integram a primeira seção do livro, intitulada Nossa
voz.
Descrição:
MARTINS, Samuel Maciel. Do Eu-Lírico à nossa voz: militância poética contra o colonialismo em sangue negro , de Noémia de Sousa. 2022, 18f. TCC - Curso de Especialização Interdisciplinar em literaturas
Africanas de Língua Portuguesa/ILL, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.