Resumo:
O Sistema de Infusão Contínua de Insulina (SICI) é reconhecido como padrão ouro no
tratamento do diabetes tipo 1 (DM1), sendo eficaz em todas as idades e tem benefícios:
controle glicêmico aprimorado, doses menores de insulina, redução de hipoglicemias e
de suas apresentações graves. Para alcançar o manejo glicêmico adequado faz-se
necessário a autoeficácia e gerenciamento de autocuidado adequados. Desta forma,
elucidou-se a seguinte problemática: existe associação entre o conhecimento, a
autoeficácia e o autocuidado de pessoas com DM1 em uso de sistema de infusão
contínuo de insulina? Acredita-se que haja associação entre o conhecimento e das
práticas dos usuários sobre o sistema de infusão contínua de insulina, a autoeficácia e o
autocuidado. Assim, objetivou-se avaliar o conhecimento, o autocuidado e a autoeficácia
em pessoas com diabetes tipo 1 em uso de sistema de infusão contínua de insulina. Este
é um estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 50 pessoas com DM1
em uso de SICI, atendidos no Ambulatório de Endocrinologia do Hospital Geral de
Fortaleza (HGF) e no Serviço de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Universitário
Walter Cantídio (HUWC), no período de agosto de 2019 a janeiro de 2020. A obtenção
dos dados sociodemográficos e clínicos dos participantes foi realizada por meio da
aplicação de um formulário semiestruturado. Utilizou-se o instrumento de avaliação do
conhecimento e práticas dos usuários sobre o sistema de infusão contínua de insulina
(I-SICI – Brasil); Escala de Autoeficácia no Manejo do Diabetes (Insulin Management
Diabetes Self- Efficacy - IMDSE); Questionário de Atividades de Autocuidado com o
Diabetes (QAD). Realizou-se análise descritiva frequencial, por meio das frequências
absolutas e relativas, além das medidas (média, mediana, desvio-padrão, quartis,
mínimo e máximo. A análise estatística foi por meio dos testes estatísticos T de Student,
F de Snedecor e teste de significância da correlação de Pearson. Foi adotado um nível
de significância de 5%. O estudo foi aprovado sob os protocolos de número: 3.416.370
(UNILAB), 3.497.320 (HGF) 3.516.323 (HUWC). Os participantes tinham práticas
adequadas durante o uso do SICI e um bom conhecimento sobre o mesmo. A utilização
do sensor de monitoramento de glicose favoreceu a um melhor no conhecimento com
diferença estatisticamente significante (p=0,003), a melhores taxas de HbA1C e um
melhor manejo glicêmico (p=0,008). Usar sensor de monitoramento de glicose favoreceu
significativamente a um melhor no conhecimento dos aspectos práticos do SICI
(p=0,002). Um melhor conhecimento dos aspectos práticos do SICI favoreceu
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significativamente a um melhor no valor da HbA1c (p=0,012). Os participantes que
utilizavam sensor para monitorização contínua de glicose demonstraram, com
significância estatística (p=0,014), uma melhor autoeficácia. Adultos foram
significativamente melhores no autocuidado (p=0,024). As pessoas com DM1 em uso de
SICI que usavam sensor de monitoramento de glicose, apresentaram melhor média de
autocuidado, com significância estatística (p=0,008). Os indivíduos que higienizam as
mãos antes de realizar a troca dos insumos foram significativamente melhores no
autocuidado (p=0,041). Os indivíduos que não necessitam de ajuda para configurar a
bomba foram significativamente melhores no autocuidado (p=0,002). Os indivíduos que
higienizam as mãos antes de realizar a troca dos insumos tinham significativamente uma
melhor na autoeficácia (p=0,002). A autoeficácia apresentou uma correlação e
significância estatística (p=0,009) com autocuidado. Assim, uma melhor autoeficácia
resultará em um autocuidado adequado. Portanto, o estudo permitiu concluir sobre a
hipótese formulada: existe associação entre Autoeficácia no Manejo do Diabetes e
Autocuidado com o Diabetes.
Descrição:
QUEIROGA, Anne Caroline Ferreira. Avaliação do conhecimento, da autoeficácia e do autocuidado em pessoas com diabetes mellitus tipo 1 em uso de sistema de infusão contínua de insulina. 2020. f172. Dissertação - Curso de Mestrado Acadêmico em Enfermagem, Programa de Pós-graduação em Enfermagem, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-CE, 2020.