Resumo:
O manguezal é um ecossistema de grande importância socioeconômica e ecológico, mas, em sua
maioria, encontra-se impactado em função de atividades humanas como: desmatamento,
crescimento de áreas urbanas, despejo de esgoto doméstico, e principalmente na região Nordeste do
Brasil, a implantação de tanques de camarões. O descarte de efluentes de carcinicultura em áreas de
manguezais causa perturbações no ecossistema natural e pode favorece a emissão de gases de
efeito estufa (GEE). Com isso, objetivou-se por meio deste trabalho quantificar a emissão de gases
de efeito estufa em manguezal impactado e não impactado por ação antrópica em função do tipo de
vegetação da área. O local de estudo foi o manguezal localizado no município de Aracati – CE. As
amostras de solo foram coletadas em duas áreas (área impactada e não impactada com efluente de
carcinicultura) e com predomínio de duas vegetações (Rhizophora e Avicennia). Os teores de amônio
são maiores que o de nitrato no efluente coletado na saída dos tanques. Entre área impacta e não
impactada não houve diferença estatística significativa entre os teores de amônio (NH4
+
) e nitrato
(NO3
-
) no solo. No solo com predomínio da vegetação de Rhizophora o teor de carbono orgânico total
(COT) foi mais elevado do que na área com vegetação de Avicennia. Os fluxos de CO2, CH4 e N2O
foram maiores na área impactada com resíduo de carcinicultura. Os baixos valores encontrados para
os fluxos de GEE indicam que apesar do alto teor de carbono, o solo de manguezal tende a mantê-
los na forma orgânica, indicando baixa decomposição da matéria orgânica do solo. O efluente da
carcinicultura, apesar de aumentar os teores de nitrogênio no solo, pouco contribui para o aumento
da emissão de GEE.
Descrição:
PASSOS, Tassia Raquel Garcês. Emissão de gases de efeito estufa em solo de manguezal empactado pela carcinicultura. 2018, 36f. Monografia - Curso de Gestão De Recursos Hídricos, Ambientais e
Energéticos, Instituto de Engenharias e Desenvolvimento
Sustentável, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia
Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2018.