Resumen:
Este trabalho propõe a leitura do espaço escolar como arena para (re)construção das
relações afetivas de estudantes LGBTQIA+, dando ênfase as práticas espaciais em articulação ao
protagonismo desenvolvido pelos mesmos, afim de superarem as hostilidades cotidianas. Pois
acreditamos na não exclusão imposta pelos padrões socioculturais heteronormativos e hegemônicos
que vêm pressionando nas últimas décadas um apagamento por parte de políticas educacionais que
se posicionem claramente sobre a inclusão e diversidade no âmbito das discussões de gênero e
sexualidade. Elegemos o conceito de Território como direcionamento para o estudo, visto que as
práticas espaciais se tornam experiências “marginais” implicando na transposição de fronteiras,
geração de conflitos e na construção de territorialidades a partir de relações de poder. A
fundamentação teórica gravita em torno dos conceitos de Território, Afetividade, Gênero e
Sexualidade e da concepção de Geografia Maldita, tendo como referências: SILVA, ORNAT &
CHIMIN JÚNIOR (2013); THIOLLENT (1986); ABRAMOVAY (2015), FERRAÇO (2007),
FOUCAULT (2006) e FREITAS (2021), que faz a discussão sobre o espaço escolar estudado. A
metodologia baseia-se na pesquisa-ação, presente no cotidiano de muitos professores, e se desdobra
em um conjunto de práticas educativas a partir de uma realidade vivida. O resultado surge a partir
da análise da oficina geográfica, apresentados por atividades, questionário, entrevistas e
depoimentos. Acreditamos que este trabalho contribua para o processo de luta por uma educação
inclusiva que preze pelo respeito à diversidade no ambiente escolar e o fortalecimento das
territorialidades de educandos LGBTQIA+.
Descripción:
FREITAS, Edjango Lima. A Memória Afetiva de Estudantes LGBTQIA+ no Ensino Fundamental II e o Espaço Escolar: O Caso de uma Escola de Tempo Integral em Maracanaú – CE. 2022, 27f. TCC - Curso de Especialização em Gênero, Diversidade e
Direitos Humanos, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.