Resumo:
A homossexualidade feminina é fortemente silenciada em todos os espaços, passando por situações
inclusive de marginalização dentro do movimento feminista como também no próprio movimento
LGBTQIA+, fato que temos tem a ordem da sigla alterada especificamente com o intuito de chamar
atenção para a invisibilidade da narrativa e da agenda de lésbicas. Nas escolas o preconceito a
diversidade é iminente e atinge todas as orientações e identidades de gênero de maneira muito específica,
percorrendo as particularidades únicas de cada grupo que compõe a diversidade LGBTQIA+. Como
objetivo central pesquisar sobre o cotidiano de professores lésbicas em relação a sua pratica docente,
compreendendo como os espaços escolares e acadêmicos acabam por diversas vezes desvalorizando as
mulheres lésbicas enquanto professoras, tanto dentro da educação pública como privada, além de que
nossa pesquisa busca ainda identificar quais políticas públicas são voltadas para as mulheres lésbicas e
que ajudam no ingresso desse público ao mercado de trabalho. Utilizamos de entrevista realizadas via
google formulário, como também áudios recebidos via aplicativo WhatsApp que foram transcritos pelos
autores da pesquisa. Como sujeitos desta pesquisa foram entrevistadas 4 (quatro) professores lésbicas
na faixa etária de 23 a 37 anos que exercem à docência dentro do Maciço de Baturité na rede estadual
de educação, onde todas estão inseridas no ensino médio. A partir das análises realizadas tornou-se
evidente que as professoras lésbicas pesquisadas ainda possuem receio de assumirem suas orientação
dentro do seu espaço de trabalho, demostrando um processo de silenciamento. Destacamos que essa
realidade corresponde com as professoras lésbicas pesquisadas neste artigo, o que pode ser diferentes
de outras que não fizeram parte da mesma.
Descrição:
TAVARES, Gabriela Cruz. Professoras lésbicas e a prática docente: um grito no silêncio. 2022, 11f. TCC - Curso de Especialização em Gênero, Diversidade e
Direitos Humanos, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia
Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.