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MARTINS, Leonardo José Freire Cabó. O avanço do neoconservadorismo e as políticas de gênero, sexualidade e direitos humanos no
Brasil: contribuições para pensar a organização da Escola de Educação Infantil. 2022, 25f. TCC - Curso de Especialização em Gênero, Diversidade e
Direitos Humanos, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia
Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022. |
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O trabalho ora apresentado se insere na Linha de Pesquisa “Corpo, Gênero, Sexualidade e
Escola” do Curso de Especialização em Diversidade, Gênero e Direitos Humanos, da
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Polo de
Redenção – Ceará e adota como objetivo discutir a relação entre os avanços do
neoconservadorismo e as políticas de gênero, sexualidade e direitos humanos no Brasil. Nos
propomos a apontar em que medida esse fenômeno – do neoconservadorimo,
impacta/reverbera nas orientações curriculares propostas pelo Ministério da Educação (MEC)
e no trabalho com questões de gênero, sexualidade e direitos humanos na Escola de Educação
Infantil. É construído a partir de uma revisão teórico-bibliográfica e documental – que toma
como base os estudos de autores como Louro (1995; 1996; 1997; 2001; 2007), Scott (1995),
Fonseca (1995), Butler (2003), Felipe (2000), Pedro (2005), Messeder (2009), Borrillo
(2009), Xavier Filha (2015), Pino (2017), Ribeiro (2018), Junqueira (2018), Porto (2019),
Silva (2000), Corbelo (2019), além dos documentos de política educacional, com especial
destaque para aqueles que tratam do direito a Educação (Constituição Federal de 1988; Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei n. 9.394/1996, Parâmetros Curriculares
Nacionais (1998), Plano Nacional de Educação - PNE – Lei n. 10.172/2001), e da Educação
Infantil (de modo particular o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
(1998), as Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Educação Infantil (2008), e o documento
final da Base Nacional Comum Curricular - BRASIL, 2017), além da Declaração Universal
dos Direitos Humanos (ONU, 1948), Princípios de Yogyakarta (ONU, 2007) e do Relatório
“Ofensivas antigênero no Brasil: políticas de estado, legislação, mobilização social” (2021).
Apontamos, como notas de conclusão, a posição política que a Escola assume ao ser palco de
disputas de projeto de nação e de formação crítica-transformadora, por isso consideramos que
é preciso produzir respostas ao avanço do conservadorismo e seus efeitos na construção de
políticas de gênero, sexualidade e direitos humanos, de modo muito específico sobre a Escola.
No que se refere especificamente as crianças pequenas, acreditamos que é necessário construir
estratégias de acolhimento e afeto, sobretudo aquelas que, como eu, nasceram e não
conseguem disfarçar o “balançar” de seus corpos, e não conseguem – nem querem, se adequar
aos padrões de ser menino e menina, homem e mulher e as práticas regulatórias construídas
pelas Escolas para adestrar, além do pensamento, seus corpos; ampliar as discussões, estudos
e pesquisas, junto as professoras/es de modo a construir alternativas que contestem os padrões
heteronormativos ainda presentes na Escola, possibilitando assim que ela seja um lugar seguro
para outras existências; a eliminação das discriminações e estereótipos dos currículos, dos
materiais didáticos e paradidáticos e ações de promoção da equidade de gênero, raça, etnia e orientação sexual, estimulando a difusão de imagens positivas, não-discriminatórias e não-
estereotipadas de meninas e meninos, homens e mulheres. |
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