Resumo:
A sociedade atual ainda está pautada no tecnicismo, o currículo escolar matemático é técnico,
seguindo um padrão com saberes únicos, universais e para poucos. Nesse sentido é que a etnomatemática
se põe como uma quebra desse paradigma. A partir da experiência com a etnomatemática foi possível
perceber diferentes formas de trabalhar a Matemática em sala de aula, possibilitando desenvolver
metodologias a partir de questões da realidade e vivência social e cultural da escola e de seus (as) alunos
(as), de forma a contribuir com a educação básica. Para tanto, buscou-se o que existe de matemática na
capoeira, levando para aplicar na educação básica, bem como realizou-se atividades e oficinas nos anos
iniciais do ensino fundamental, usando como caminhos metodológicos a pesquisa qualitativa, além de
realizar um questionário com estudantes e professora. Assim, o objetivo desse artigo é propor novos
olhares para o ensino da Matemática, usando dos conhecimentos da etnomatemática. Os resultados
observados foram que a etnomatemática pode contribuir decisivamente para o ensino e aprendizagem
da matemática na educação formal, a partir de diversas realidades e grupos culturais, mobilizando o
senso crítico, bem como a valorização da diversidade de conhecimentos, podendo ser usada também na
formação contínua e básica de professores (as).
Descrição:
SILVA, Thalysse Souza da. Descolonizar currículo de matemática uma experiência etnomatemática no Maciço de Baturité. 2020. 18f. TCC - Curso de Pedagogia, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2020.