Abstract:
O presente trabalho objetiva analisar o processo histórico do parto e a participação
da mulher na cena do parto na contemporaneidade. Trata-se de uma pesquisa de
análise bibliográfica nas bases de dados LILACS, Biblioteca Virtual da Saúde (BSV)
e Scielo, bem como publicações do Ministério da Saúde. Essa pesquisa identificou
que a maioria das mulheres prefere no início da gestação o parto vaginal, pois
consideram a recuperação mais rápida em relação à cesariana. Por outro lado, ao se
aproximar da data provável do parto as mulheres mudam de opinião, escolhem a
cesariana por temerem sofrer violência no momento do parto, ou seja, é essa via de
parto funciona como uma opção de fuga da violência obstétrica sofrida por muitas
mulheres nos serviços de saúde. Observou-se no estudo que existem percentual
elevado de cesarianas em adolescentes e que essas pertenciam a classe sociais
mais baixas. Em relação as gestantes que tiveram parto vaginal, foram submetidas a
intervenções excessivas (ocitocina, episio). Cerca de 70% da mulheres desejaram
um parto vaginal no início da gravidez, porém poucas foram tiveram apoio, já no
serviço privado apenas 15%. Conclusão: Assim, o Ministério da Saúde criou
manuais, normas para a organização da assistência prestada pelos profissionais nos
serviços de saúde de atenção obstétrica e neonatal. A partir de princípios norteados
pela humanização da assistência ao parto, bem como orientar aos serviços e
profissionais da saúde acolher a mulher e ao recém-nascido enquanto sujeito de
direitos.
Description:
SANTOS, Carla Alves dos. Uma análise do processo histórico do parto e a participação da mulher no trabalho de parto na contemporaneidade. 2020. 22f. TCC - Curso de Especialização em Saúde da Família, Instituto De Ciências Da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2020.