Resumo:
O Brasil lidera o ranking mundial de consumo de agrotóxicos, utiliza um modelo de
produção que concentra à terra e faz uso de uma alta quantidade de veneno para
garantir a produção de mercadorias em escala industrial para exportação, porém
dependendo de pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e veneno). Os
agrotóxicos há muito tempo, deixaram de ser um assunto agrícola para ser um
problema de saúde pública. Deste modo, este trabalho objetiva identificar problemas
de agravo à saúde do brasileiro relacionado ao consumo de agrotóxico e afins,
relatados na literatura nos últimos 20 anos. O levantamento de dados consistiu em
pesquisa bibliográfica; a partir da análise dos dados, verificou-se que os agrotóxicos
causam agravos à saúde, em curto e longo prazo. Os estudos apresentados
demonstram doenças e possíveis efeitos agudos e crônicos relacionados ao consumo
de agrotóxicos. Esse consumo, pode estar associado a vários efeitos prejudiciais à
saúde, incluindo desordem endócrinas, efeitos congênitos, efeitos neurológicos,
hepático, respiratório, imunológicos e câncer como apontado na pesquisa da Escola
Nacional de Saúde Pública. Isso, é apenas a tímida ponta de um iceberg, observado
a partir dos dados de óbitos, intoxicação, contaminação dos alimentos, da água e do
meio ambiente. Por conseguinte, as doenças adquiridas através das citadas formas
de exposição, na grande maioria, principalmente as que ocorrem a partir dos efeitos
crônicos, suas causas não são diagnosticadas pelo sistema de saúde.
Descrição:
SILVA, Sandra Helena Pereira da. Agrotóxicos e os agravos à saúde dos brasileiros. 2020. 27f. TCC - Curso de Especialização em Gestão em Saúde, Instituto de Educação a Distância, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira,
Redenção-Ceará, 2020.