Resumen:
A Educação Escolar Indígena configura-se como um modelo diferenciado de ensino, que busca
respeitar e integrar os saberes tradicionais aos conhecimentos sistematizados. No contexto da
Educação de Jovens e Adultos em comunidades indígenas, emergem desafios específicos, mas
também potencialidades singulares, especialmente no ensino de disciplinas como a Biologia. Este
estudo teve como objetivo analisar as práticas pedagógicas adotadas na disciplina de Biologia na
Escola Indígena Jenipapo-Kanindé, localizada na Aldeia Jenipapo-Kanindé, no município de Aquiraz,
Ceará. A escola, que oferta a Educação de Jovens e Adultos no período noturno, pauta-se na
valorização da interculturalidade e no fortalecimento da identidade étnica dos estudantes. A pesquisa
foi de natureza qualitativa, tendo como principal instrumento o questionário com estudantes do ensino
médio. Os dados revelaram que os estudantes demonstram interesse pela disciplina de Biologia,
especialmente quando os conteúdos são abordados de forma contextualizada, relacionando-se com
seu cotidiano e com os saberes tradicionais da comunidade. No entanto, observou-se que muitos
estudantes tinham pouco ou nenhum contato prévio com a disciplina, o que dificultou a aprendizagem
inicial. Diante disso, destaca-se a importância de práticas pedagógicas que considerem as
especificidades culturais dos povos indígenas e promovam uma educação significativa e emancipatória.
Conclui-se que o ensino de Biologia na Educação de Jovens e Adultos indígena deve ser repensado
de modo a integrar os conhecimentos científicos aos saberes ancestrais, contribuindo para uma
formação de sujeitos críticos, conscientes de sua identidade e do seu papel na sociedade.
Descripción:
SOARES, Danúbia. Ensino de biologia na educação de jovens e adultos: em pauta a
experiência da escola indígena Jenipapo-Kanindé, Aquiraz, Ceará, Brasil. 2025. 15f. TCC - Curso de Biologia, Instituto de Ciências Exatas e da Natureza, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2025.