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A educação inclusiva se consolidou, nas últimas décadas, como um princípio estruturante das
políticas educacionais brasileiras, exigindo da escola comum a revisão de práticas, currículos e
formas de organização para garantir o direito à aprendizagem de estudantes historicamente
marginalizados, em especial aqueles considerados com deficiência. Nesse cenário, a formação
continuada de professores assume papel central, uma vez que a efetivação da inclusão depende
de práticas pedagógicas mediadas, colaborativas e sensíveis à diversidade presentes nas salas
de aula regulares. Esta pesquisa analisou a formação de professores voltada à educação
inclusiva, com ênfase na implementação da Sequência Fedathi como uma metodologia
emancipatória e promotora de práticas pedagógicas inovadoras no ambiente escolar.
Fundamenta-se em uma análise crítica do percurso histórico e legal da inclusão no Brasil,
levando em consideração os marcos normativos e as políticas públicas recentes que asseguram
o direito à educação para todos. Empregou-se uma abordagem qualitativa, mediante análise de
conteúdo de produções acadêmicas e documentos legais, articulando referenciais teóricos da
pedagogia inclusiva, da mediação Vygotskiana e da didática Fedathiana. Conduziu-se uma
análise documental e uma revisão bibliográfica direcionadas a produções acadêmicas e
legislações publicadas no período de 2020 a 2025. Os referenciais teóricos utilizados incluíram-
se tanto autores clássicos quanto contemporâneos da área, tais como Borges Neto (2018),
Menezes (2018), Matos et al. (2023), Felício et al. (2021), Mantoan e Lanuti (2022), Glat
(2020), Lustosa e Figueiredo (2021), Felício, Menezes e Borges Neto (2021) e Santos (2021).
Além disso, foram considerados documentos oficiais do Ministério da Educação e publicações
da Unesco. A análise aprofundada dos resultados indicou que, embora haja avanços no
reconhecimento do potencial dos sujeitos historicamente marginalizados e na formulação de
políticas inclusivas, permanecem desafios relacionados à formação dos docentes, às condições
institucionais e à necessidade de práticas curriculares flexíveis e sensíveis à diversidade. A
Sequência Fedathi revelou-se eficaz ao promover a centralidade do estudante, a valorização do
erro, a mediação do professor através de perguntas e contraexemplos, bem como a construção
coletiva do conhecimento, beneficiando sobretudo, alunos considerados com deficiência. O
estudo destacou a relevância de formações continuadas integradas ao cotidiano escolar,
estratégias de um currículo aberto a diferença humana, avaliação processual além da
valorização da colaboração entre pares e do uso de recursos acessíveis. Como resposta às
demandas identificadas ao longo deste estudo, foi desenvolvido um caderno pedagógico
formativo de sequências didáticas especialmente voltado à formação de professores para a
Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, fundamentado nos princípios da Sequência
Fedathi. Este material propôs orientações práticas, situações-problema e estratégias
metodológicas que favorecem o planejamento, a mediação de práticas pedagógicas inclusivas.
O caderno pedagógico formativo visou instrumentalizar docentes para atuarem de forma
colaborativa e reflexiva, promovendo ambientes escolares que potencializam o protagonismo,
a participação ativa e a aprendizagem de todos os estudantes. Assim, contribuiu para o
fortalecimento de práticas pedagógicas inovadoras e para a consolidação de uma escola
verdadeiramente acolhedora, democrática e inclusiva. |
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