Resumen:
O presente artigo visa analisar a emergência de produção de narrativas sobre o continente africano a
partir da sociologia africana, buscando as bases africanas corretivas ao eurocentrismo. Os pensadores
do continente europeu acreditam que o continente africano não tinha história. Esses descreviam a
África como um lugar onde viviam as pessoas sem a civilização. Adoptou-se a metodologia qualitativa
centralizada nos trabalhos bibliográficos veiculados sobre o assunto. As narrativas demonstram que,
com o processo da colonização as ciências humanas foram utilizadas para a produção dos discursos
pseudocientíficos para legitimar a suposta superioridade branca e inferioridade do negro. Assim, a
cultura europeia tornou-se o protótipo no que concerne à ideia de civilização. Nesta linha, tudo o que
não estava conforme a sua visão de mundo era considerado obsoleto. Os pensadores europeus
estabeleceram narrativas para naturalizar o processo de escravidão e a pilhagem dos elementos
naturais das terras africanas que foram invadidas. Em consequência da invenção da história sobre a
África, a história africana, e as mundividências africanas foram rejeitadas pelo projeto colonial.
Portanto, para a efetivação do projeto colonial, as igrejas, as escolas e os soldados serviram como
peças fundamentais para a domesticação das mentes africanas e do deslocamento das subjetividades.
Descripción:
FUMA,Sabino Abna. Sociologia africana: desconcerto e cosmogonia corretiva ao eurocentrismo. 2025. 18f. TCC - Curso de Sociologia, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira, Redenção-Ceará, 2025.