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A “Linguagem Não-Binária” é um fenômeno linguístico que tem ganhado bastante visibilidade nos últimos anos. Como forma de posicionar a Ciência da Linguagem diante deste contexto e construir metodologias pedagógicas capazes de incluir as pessoas LBTQIAPN+, e em específico as pessoas que não se enquadram dentro do espectro binário masculino/feminino, este trabalho constrói uma perspectiva crítica sobre como o ensino de língua tem sido trabalhado no Brasil a partir das contribuições de intelectuais que se preocuparam em construir um nexo causal entre a língua/linguagem, gênero e identidades subalternizadas (hooks, 2017; Fanon, 1952, Oyewumi, 2017). Para tal, apresento uma série de questões a fim de legitimar a linguagem não-binária como um instrumento pedagógico de TRANSgressão e de visibilizar as contribuições das bixas pocs para a Ciência da Linguagem. Esta pesquisa é de caráter teórico, a partir de revisão bibliográfica em diálogo com escrevivências. Como forma de descolonizar minha escrita, trago relatos de minha experiência educacional como fio condutor para refletir o quanto a LGBTQIAPN+fobia esteve e está presente nas escolas e, também, como esta pode ser um espaço também de resistência. |
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