Abstract:
A violência obstétrica constitui uma violação dos direitos humanos e um obstáculo à humanização do parto. Este estudo teve como objetivo analisar os fatores que influenciam a sua ocorrência em serviços públicos de saúde. Realizou-se uma revisão integrativa nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Web of Science (2020–
2025), utilizando os descritores DeCS/MeSH “violência obstétrica/obstetric violence” e “obstetrícia/obstetrics”, combinados a termos livres (“obstetric abuse”, “mistreatment during childbirth”, “maternal care violence”) e operadores booleanos (AND/OR). A estratégia PICo foi empregada exclusivamente para orientar a elaboração da questão norteadora, composta por gestantes/parturientes (P), violência obstétrica (I) e serviços públicos de saúde (Co). Realizou-se uma análise descritiva e interpretativa dos estudos selecionados, e os achados foram organizados em quatro eixos: desigualdade de gênero, racismo institucional, falhas estruturais do sistema de saúde e cuidado humanizado. Constatou-se que a falta de formação profissional, a naturalização da violência e deficiências gerenciais sustentam práticas abusivas. Observou-se maior concentração de estudos no ano de 2022. Conclui-se que enfrentar a violência obstétrica requer fortalecer políticas públicas, valorizar a enfermagem obstétrica e promover cuidado centrado na mulher, baseado no respeito e na dignidade.
Description:
ARAÚJO, Diana Dark Nogueira. Fatores facilitadores da violência obstétrica em maternidades públicas: uma revisão integrativa. 2025. 23f. Artigo (Graduação) - Curso de Enfermagem, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2025.