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Título : Tabus linguísticos de cunho sexual no guineense moderno
Autor : Correia, Lauci João
Palabras clave : Estudantes universitários - São Francisco do Conde (BA)
Língua guineense
Sexismo na linguagem - Guiné-Bissau
Tabu linguístico
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - Estudos de caso
Fecha de publicación : 5-feb-2020
Citación : CORREIA, L. J. (2020)
Resumen : Este trabalho objetiva compreender alguns aspectos linguísticos e sociais relacionados ao uso dos tabus linguísticos em guineense moderno, discutindo os processos envolvidos no referido fenômeno a partir dos relatos de estudantes guineenses da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), campus Malês. Estudar e pesquisar sobre tabu em guineense (também conhecido como kriol) impõem dificuldades, posto que é uma língua que não tem sido alvo de muitos estudos, principalmente em relação ao fenômeno mencionado, objeto esse ignorado, muitas vezes, devido ao preconceito e ao temor que o falante pode ter ao pronunciar palavras relacionadas aos órgãos sexuais ou ao sexo, por exemplo. Para análise do presente estudo, utilizamos questionários aplicados a 50 (cinquenta) estudantes guineenses da Unilab, campus Malês. No tocante às perguntas do questionário, fizemos inicialmente um levantamento de dados sociais, como: idade, sexo, religião e curso de graduação. Para compreender de que maneira os 50 alunos se relacionam com os tabus linguísticos, de cunho sexual, realizamos 10 (dez) perguntas. Como resultados gerais, foram selecionadas 8 (oito) formas de denominar ‘nádegas’, entre elas estão: rabada sendo a preferência de 40 (quarenta) alunos, correspondendo a 80%, o termo bunda foi a preferência de 6 (seis) informantes, representando 12%, apenas 1 (um) informante usa kadera, equivalendo-se a 2% e, em outros casos, houve o uso simultâneo de duas expressões daquelas mencionadas (bunda e rabada) por 3 três pessoas, resultando em 6% de frequência. Para se referir nominalmente ao órgão sexual feminino, temos: kunu – usado por 20 pessoas (40%), pampana – usada por 18 informantes (36%), katota usada por 3 pessoas (6%) e demais itens (mindjerndadi, femiandade, putinani, katchora e bunda) usados por 9 indivíduos (18%). Além disso, foram encontradas algumas expressões para se referir à ‘relação sexual’ ou ao ‘sexo’, tais como: fassi sexo – usada por 21 (vinte e um) informantes (42%), a expressão moka empregada por 17 (dezessete) informantes (34%), dita ku alguin – expressão usada por 5 (cinco) pessoas (10%) e, por fim, houve outras formas (fasi amor, fasi macardessa e relason sexual) empregadas por 7 (sete) pessoas (14%). Tendo em vista os dados apresentados, baseado nas repostas e relatos dos informantes, nota-se que não só existem tabus linguísticos em guineense como sua relação com cada falante interfere nas escolhas dos vocábulos utilizados, podendo levar à manutenção de determinados itens (rabada ‘nádegas’), à diminuição no uso de outros vocábulos considerados “indecorosos” (katota ‘vagina’) ou mesmo à criação de novas palavras ou à extensão semântica de itens existentes (bunda para se referir a ‘vagina’). Os tabus linguísticos como os supramencionados, no futuro, podem ser preservados, extintos e/ou substituídos por novas palavras. Em parte, o que definirá o destino de cada item é, sem dúvida, de que maneira seus falantes o enxergam e o empregam. O presente estudo, preliminar, buscou discutir tais caminhos e apontar possíveis razões sociais para o uso maior de determinados itens em detrimento de outros pelos estudantes guineenses da Unilab, Malês.
Descripción : CORREIA, Lauci João. Tabus linguísticos de cunho sexual no guineense moderno. 2020. 58 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2020.
URI : repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/2161
Aparece en las colecciones: Monografias - Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa (São Francisco do Conde)

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