Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8044
Título: O lugar das línguas africanas faladas em Angola no século XXI
Autor(es): Gonçalves, Jacob Adão
Palavras-chave: Angola - Línguas
Planejamento linguístico
Política linguística
Data do documento: 3-Dez-2025
Citação: GONÇALVES, J. A. (2025)
Resumo: Angola convive com uma diversidade linguística na qual coexiste o português, as línguas bantu, a língua gestual, as línguas khoisan e outras línguas estrangeiras. O português é a única língua oficial e de prestígio, de acordo com a Constituição da República de Angola (2010) e é a língua de ensino e do funcionalismo estatal. O presente artigo debruça-se sobre a Política e Planejamento Linguístico das Línguas africanas em Angola, especialmente o lugar das línguas africanas faladas século XXI. Sabendo que as línguas africanas faladas em Angola são importantes para cultura e identidade, questiona-se os espaços onde as línguas africanas são utilizadas. Este trabalho tem como objetivo geral compreender o lugar das línguas africanas faladas em Angola buscando identificar os problemas do atraso no ensino, uma vez que são marcas da cultura e da identidade do povo. Especificamente, a pesquisa (a) analisar o lugar das línguas africanas faladas em Angola nos espaços públicos; (b) descreve os fatores que impedem com que as pessoas não aprendam as línguas nacionais; (c) explicar as razões da fraca divulgação e ensino em línguas africanas faladas em Angola. A pesquisa é relevante porque incentiva cidadãos para a valorização das línguas africanas, de modo a evitar a extinção das mesmas e a perda da identidade linguística, sensibilizando para a proteção e a criação de instrumentos de ensino no território nacional. Esta atitude contribui para redução do preconceito linguístico, marcado pela ideologia enraizada no período colonial. As línguas angolanas de origem africana têm tido privilégio por parte da população e das autoridades tradicionais locais. Trata-se de uma pesquisa quantitativa onde o instrumento de coleta de dados foi o questionário online constituído por 24 perguntas fechadas e uma aberta, coletando dados de 79 informantes angolanos residentes em Angola. O questionário foi partilhado via redes sociais e foi respondido durante uma semana. Das análises se observa que o lugar das línguas africanas em Angola é de desprestígio porque o poder do português se sobressai. Muitos angolanos têm o português como língua materna e estão cientes de que o Estado não valoriza as línguas africanas e gostariam que seus filhos aprendessem uma delas, porém, ainda há preconceito devido à política linguística da desvalorização das línguas africanas. Conclui-se que nas igrejas, na televisão, na rádio, nos hospitais, os angolanos preferem ouvir/falar o português atitude que reforça o preconceito com relação às línguas locais. Esta problemática pode provocar o desaparecimento das línguas africanas ao longo do tempo. Concluiu-se ainda que há línguas em extinção em Angola, especialmente as línguas dos khoisan que muitas delas ainda não foram descritas ou nem estão sendo revitalizadas. Seria importante o estabelecimento de políticas linguísticas que visem evitar o desaparecimento dessas línguas a curto prazo.
Descrição: GONÇALVES, Jacob Adão. O lugar das línguas africanas faladas em Angola no século XXI. 2025. 62 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2025.
URI: https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/8044
Aparece nas coleções:Monografias - Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa (São Francisco do Conde)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2025_mono_jacobgoncalves.pdf2025_mono_jacobgoncalves.pdf737,12 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.