Resumo:
Este trabalho analisa em três capítulos a escravidão negra no Ceará, propondo demostrar
como ocorria o sistema escravocrata local. Desde o princípio do processo de escravidão,
os negros escravizados não se conformavam com o universo que era imposto pelo seu
senhor. O sistema era bem rígido, o que não impediu ao cativo resistir, revoltar-se ou
formar a família. Realizamos uma pesquisa que averiguou o processo escravista a partir
da segunda metade do século XIX, investigando o jornal conservador A Constituição,
entre 1863 a 1884, com objetivo de compreender as ações de resistências e indicativos
de família escravizada no Ceará. Em diálogo com a produção da História Social da
escravidão, buscamos identificar os indícios da resistência a partir da ação de fuga e
outras formas de resistência. A violência é percebida através de descrições dos estigmas,
ferimentos e deformidades nos corpos de homens, mulheres e crianças submetidas ao
domínio escravista.
Descrição:
BALDÉ, Mamadu Uri. Escravidão negra no Ceará durante a segunda metade do século XIX. 2016. 45 f. TCC (Graduação) - Curso de Bacharelado em Humanidades, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção, 2016.