Resumen:
De forma amplamente documentada pela Sociolinguística (SHERRE, 2005; BAGNO, 2009),
sabemos que muitos são os mitos em torno da Língua Portuguesa em território brasileiro; dadas
as dimensões continentais do Brasil e o abismo socioeconômico que separa os brasileiros,
inviabilizando o acesso de muitos à cultura de letramento, há usos do português brasileiro
extremamente estigmatizados e outros sobrelevados à condição de modelares; mas qual adimensão dessa mitologia nos espaços lusófonos? A fim de investigarmos o que são fatos e
mitos linguísticos nos espaços lusófonos, elaboramos questionário de onze perguntas sobre a
língua portuguesa e os usos que dela se fazem, com o objetivo de compreender como guineenses,
moçambicanos, angolanos, brasileiros, cabo-verdianos, são tomenses e timorenses, recémingressos no espaço universitário, percebem a língua portuguesa. Submetemos o questionário a
21 alunos da UNILAB. Entrevistamos três graduandos que pertencem às distintas regiões
geográficas na qual o Português é Língua Oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau,
Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Os resultados mostram que crenças como a
superioridade da língua do colonizador sobre a língua do colonizado se fazem presentes nos
discursos dos graduandos; o que evidencia que o trabalho de desmitificação para efeito de
compreensão da heterogeneidade constitutiva das línguas naturais (BAGNO: 2009) é
imprescindível na formação do recém-ingresso na universidade.
Descripción:
FAUSTINO, Anna Erika Rocha. Crenças linguísticas nos espaços lusófonos: fatos e mitos acerca da língua portuguesa no discurso dos alunos da Unilab. 2014. 45 f. TCC (Graduação) - Curso de Bacharelado em Humanidades, Instituto de Humanidades e Letras, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-CE, 2014.