Resumen:
O processo de cimentar o silenciamento das línguas nacionais de Angola, os sujeitos principais da ação usaram as mesmas estratégias para o apagamento das línguas nativas, almejamos estudar a construção do apagamento das línguas nacionais, primordialmente executadas pelos portugueses, secundariamente pela nova elite Angolana. O presente artigo tem por objetivo analisar o processo e os mecanismos de silenciamento da língua Umbundu em Angola. Durante as nossas explanações, objetivamos analisar e conhecer os motivos que estimularam os portugueses a transformar um país plurilíngue num sistema mono linguístico, e também entender as causas, que encorajaram a nova elite a seguir precisamente a herança linguística deixadas pelo opressor. Este trabalho é fruto de uma pesquisa bibliográfica e documental sobre a questão linguística angolana, mais precisamente no que se refere à língua umbundu. Como hipóteses temos a ideia de que a promoção e a valorização política e cultural da língua portuguesa acabam por consequência contribuindo para o silenciamento da língua umbundu. As discussões produzidas nos encaminharam ao entendimento do porquê o linguicídio das línguas nativas e das causas do abandono das primeiras línguas pelos Angolanos e Angolanas, e dos motivos pelos quais as línguas nacionais são estigmatizadas e consideradas como atrasadas.
Descripción:
SACALEMBE, Júlio Epalanga. O silenciamento da língua angolana Umbundu. 2021. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Humanidades) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2021.