Abstract:
Este trabalho problematiza a participação política e econômica da Guiné-Bissau na UEMOA – União
Econômica e Monetária do Oeste Africano, como sendo um Estado “fraco” e único país lusófono numa
relação com os países francófonos por meio de uma moeda, Franco da Comunidade Financeira Africana
(FCFA), criada pela administração colonial francesa e até hoje dominada pelo estado francês. Guiné-
Bissau aderiu a esta organização a fim de superar seus problemas económicos e monetários pós
independência, porém a sua participação política e econômica neste bloco é muito questionável. Para
tal, faz-se necessário uma revisão bibliográfica adicionada ao método empírico e análises mediáticas,
que permitiram a considerar que, a integração da Guiné-Bissau neste bloco econômico foi mais que
necessária para a situação econômica em que se encontrava e em termos regionais geograficamente
localizado, porém o país está relativamente despreparado para a realidade desta organização devido as
suas diversas dificuldades internas no que tange a capacidade de exportação, falta de recursos humanos
qualificados, a constante instabilidade política resultante das frequentes quedas de governo no país a
corrupção abusiva... e faz da Guiné-Bissau um mercado garantido para a comercialização dos produtos
estrangeiros. Apesar da UEMOA, assim como outras organizações regionais na África, são consideradas
meios de superar problemas do desenvolvimento no continente e de promoção de integração africana,
porém o percurso da Guiné-Bissau nesta organização revela que os Estados fracos acabam por sofrer
com o jogo de soma zero devido ao fracasso desta estratégia, Funcionalismo Regional.
Description:
COSTA, Davitson Gomes da. Um olhar sobre a participação política e econômica da Guiné-Bissau na UEMOA. TCC (Graduação) - Curso de Sociologia, Instituto de Humanidades, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, Redenção-Ceará, 2022.