Resumo:
Avaliamos que falar sobre violência significa abordar um assunto complexo, tendo em vista
que esse conceito não tem um delineamento pronto, mas sim diversas percepções sobre ele, a
depender do modo pelo qual a vivenciamos. Assim, sob a perspectiva da relação entre cognição
e linguagem, baseada nos processos de natureza corpórea, buscamos identificar os Modelos
Cognitivos Idealizados – MCIs que estruturam o conceito violência através de dois grupos
focais, feitos com estudantes brasileiros da Unilab do gênero masculino, heterossexuais e
homossexuais. Nossa abordagem teórica situa-se no campo da Linguística Cognitiva - LC
(FERRARI, 2011) e nos estudos de Lakoff e Johnson (1987) sobre Modelos Cognitivos
Idealizados - MCIs. A investigação qualitativa e de caráter exploratório-descritivo foi feita a
partir da técnica de coleta com dois grupos focais, com três participantes cada, dos quais
buscamos entender e comparar a conceitualização do termo violência em suas falas. Diante dos
resultados e, através da comparação dos MCIs dos dois grupos, percebemos uma diferença
específica nas falas dos alunos do Grupo Focal A, o grupo dos heterossexuais, uma
conceitualização de violência mais física e visível; já no Grupo Focal B, dos homossexuais,
uma conceitualização de violência mais subjetiva e invisível. Em suma, o nosso estudo
apresentou uma construção de sentidos acerca do termo violência, os quais emergiram a partir
de categorizações estruturadas e baseadas em experiências físicas, psicológicas e socioculturais.
A violência, nestes casos, é vista de forma predominante como um dano físico e subjetivo.
Descrição:
BEZERRA, Ciciliane de Castro. Modelos cognitivos idealizados: categorização e conceitualização da
violência por estudantes brasileiros da Unilab-CE. 2021, 47f. Monografia - Curso de Língua Portuguesa, Instituto de Linguagens e Literatura, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-CE, 2021.