Resumo:
Este artigo tem por objetivo descrever os marcadores conversacionais e os traços que marcam
a resistência linguística de comunidades periféricas a partir da identificação destes no
primeiro episódio do quadro Entrelinhas no canal do Youtube de Silvio Almeida. Visa
discutir a relevância da decolonização da língua portuguesa brasileira a partir do
reconhecimento da linguagem periférica. Para tanto, reconhece-se Antônio Marcuschi (1989)
e Urbano (1993), que concebem os marcadores conversacionais como fundamentais na
conversação, bem como intelectuais como Kilomba(2019) e Nascimento(2019) que
reconhecem como a linguagem está diretamente ligada a questões de raça. Desenvolveu-se, a
partir do método qualitativo, uma análise de cunho descritivo a fim de identificar os
marcadores que representam a linguagem periférica. Também verificou-se, a partir desses
marcadores, a linguagem como forma de resistência. Essa linguagem, fruto da diversificação
das narrativas periféricas, não foge das organizações linguísticas e, por sua pluralização, é
refém do racismo linguístico e do epistemicídio, mas se mostra altamente necessária, a partir
da sua resistência, para a decolonialidade do português brasileiro.
Descrição:
SILVA, Janiele Sales dos Santos. Uma análise dos marcadores conversacionais presentes na linguagem periférica desenvolvida no primeiro episódio do quadro Entrelinhas no canal do Youtube de Silvio Almeida. 2023. 16f. TCC - Curso de Língua Portuguesa, Instituto de Linguagens e Literatura, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-CE, 2023.