Resumen:
O artigo foca na agência histórica dos líderes nativos da região de Cacheu que desempenharam, como estratégia de resistência, um posicionamento de colaboração e mediação nas situações de embates e conflitos, durante os contextos da administração colonial portuguesa na Guiné-Bissau, do período da realização da Conferência de Berlim à descolonização, em 1973. Para conduzir a análise, foi feita levantamento bibliográfico por meio de pesquisa e recursos de buscas em fontes digitais, artigos, revistas, além de fontes secundárias em livros e cartografias. Os resultados da análise destacam a importância que as lideranças locais tiveram, enquanto intermediavam relações comerciais e administrativas com os colonizadores portugueses, buscando preservar os interesses e as tradições de seus povos, em meio às ações de controle colonial. Dos primeiros contatos entre os portugueses e os habitantes locais, caracterizado por intercâmbios e alianças, aos conflitos decorrentes das constantes tensões, as populações nativas desenvolveram formas de resistência, através da manutenção de suas práticas culturais e no reconhecimento dos seus líderes e suas tradições. Assim, a análise revela a complexidade de tais relações, na delimitação espacial de Cacheu, como uma região historicamente decisiva para a implementação do sistema colonial na Guiné-Bissau.
Descripción:
COSTA, Justen da. Mediação, conflitos e resistência: o papel político dos líderes nativos na luta anticolonial na região de Cacheu – Guiné-Bissau (1884-1973). 2024. 18 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) - Instituto de Humanidades e Letras dos Malês, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2024.