Abstract:
A opressão sofrida pelo sistema colonial português em África, sobretudo em Angola,
provocou nessas sociedades enormes alterações sociais, econômicas, culturais,
especialmente na perspectiva da identidade e da valorização da cultura africana, bem
como no legado da memória coletiva, vivenciada e estigmatizada pelo discurso
colonizador. Em contrapartida, enaltecer e destacar o engajamento literário e político
do angolano Agostinho Neto, analisando sua poesia combativa: Sábado nos
Musseques, na qual denunciou e representou os oprimidos, marcados pela repressão
do sistema colonial, pautados na dominação racial e na exclusão do povo angolano
pobre e marginalizado. Tomando como base a compreessão do autor Manuel Ferreira
sobre o colonialismo e de suas marcas no tecido social africano, por meio dessa
dependência e assimilação da cultura europeia que prejudicou o reconhecimento da
individualidade do ser africano e de suas raízes culturais, sendo, portanto,
fundamental essa conscientização de dependência, para descortinar as marcas do
colonialismo, que se legitima por meio da “negação do outro”. Nesse contexto, a
poesia de agostinho Neto é uma lente fundamental para enxergarmos nesse processo
histórico, uma enorme transformação do discurso literário e político, possibilitando
enxergar uma sociedade angolana a partir do cotidiano das comunidades,
denunciando as atrocidades cometidas pelo colonizador, provocando um movimento
político e cultual em prol das lutas de libertação nacional.
Description:
SOUZA, Luiz Fabiano de Freitas. O Colonialismo Português em África e a poesia angolana de Agostinho Neto: Sábado nos Musseques. 2022, 17f. TCC - Curso de Especialização Interdisciplinar em literaturas
Africanas de Língua Portuguesa/ILL, Instituto de Educação a Distância - EAD, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção-Ceará, 2022.